A Copa do Mundo de 2026 testará a preparação física das seleções: calor, viagens e recuperação, os grandes desafios
A Copa do Mundo de 2026 não será apenas o maior torneio da história em número de times, partidas e locais. Será também uma das competições mais exigentes do ponto de vista físico, logístico e metodológico. A Copa do Mundo agora terá 48 equipes e 104 jogos, num campeonato dividido entre Canadá, Estados Unidos e México, com reuniões em 16 cidades-sede. A FIFA coloca o torneio entre 11 de junho e 19 de julho de 2026, em pleno verão norte-americano.
Esta nova dimensão mudará muitas coisas. A Copa do Mundo não será mais apenas uma série de jogos de pressão máxima, mas um teste global de resistência para comissão técnica, preparadores físicos, médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, analistas de desempenho e jogadores. Num calendário de quase quarenta dias, com viagens longas, diferenças climáticas e pouca margem entre as partidas, o sucesso dependerá tanto do talento quanto da capacidade de administrar o desgaste.
O futebol moderno não é mais decidido apenas na grama. Também é decidido no hotel, no avião, na sala de recuperação, no controlo do sono, na hidratação, na alimentação, no planeamento da carga e na leitura diária dos dados físicos. Nesse sentido, a Copa do Mundo de 2026 será um laboratório de alto desempenho em escala global.